O gigante acordou! 100 Thieves volta ao CS2 com device e rain: é o fim da linha para os brasileiros?
O mercado de CS2 explodiu! A 100 Thieves anunciou device e rain, enquanto o MIBR negocia com venomzera e LNZ. Rafael analisa o impacto dessas mudanças no cenário.
1/8/2026


por@rafael_felix02
1. O "Supertime" da 100 Thieves: Nostalgia ou Ameaça Real?
Fala, galera da 2Fire E-Sports! Rafael na área.
Eu confesso que quase derrubei meu chimarrão aqui na mesa hoje de manhã quando o celular começou a vibrar sem parar. Quem viveu a época de ouro das lan houses aqui em Santa Catarina, madrugando para ver campeonato gringo em 240p, sabe do que estou falando: quando uma tag lendária como a 100 Thieves resolve colocar o pé na porta do Counter-Strike de novo, o chão treme. E treme de verdade.
Mas não foi só isso que me fez largar a cuia. O nosso cenário, o nosso quintal brasileiro, está em ebulição. O MIBR decidiu que não vai mais jogar o jogo "seguro" e partiu para um tudo ou nada que está dividindo opiniões no bar, no Discord e no Twitter.
Se você achou que 2026 ia começar morno, puxa a cadeira, porque eu preparei uma análise completa (e sem papas na língua) sobre esse "Gigante que Acordou" e a "Correria" do nosso Made in Brazil.
A Dupla de Ouro: device e rain
Quando li a confirmação, precisei reler. Nicolai "device" Reedtz e Håvard "rain" Nygaard no mesmo time? Isso é covardia.
device (O Sniper Cirúrgico): O dinamarquês dispensa apresentações. Ele não é apenas um AWPer; ele é um dos jogadores mais inteligentes que já tocou no mouse. Depois de sua passagem pela Astralis, muita gente achou que ele ia pendurar o mouse. Mas a volta dele na 100T mostra que ele ainda tem fome. No CS2, onde o peeking está mais rápido, ter um sniper que se posiciona perfeitamente como o device é meio caminho andado para segurar bomb.
rain (O Entry da Chuva): O norueguês é a definição de consistência. Campeão de Major, MVP, o cara que nunca pipoca. Ele traz para a 100T algo que falta em muitos "supertimes": a capacidade de abrir espaço e ganhar duelos de mira pura sem medo de morrer.
O Cérebro no Banco: gla1ve
Aqui está o "pulo do gato". Ter o gla1ve como coach é, na minha opinião de fã raiz, a jogada do ano. O cara inventou o CS moderno. A "Era Astralis" só existiu por causa da cabeça dele. Agora, sem precisar focar na mira (que já não era a mesma), ele pode dedicar 100% do tempo a criar táticas, anti-strats e moldar a mente dos novatos. É um luxo que poucos times têm.
A Sangue Novo: Ag1l, sirah e poiii
Você pode estar se perguntando: "Rafael, quem são esses moleques?". É aqui que a mágica acontece. A 100T não cometeu o erro de montar um time só de "velhos". Eles buscaram:
Ag1l: O português que brilhou na SAW. Mira jovem, agressiva, aquele cara chato que não tem respeito por medalhão.
poiii e sirah: As apostas. Moleques que cresceram jogando FPL, que têm a mecânica do CS2 no sangue. Eles vão dar a energia que o rain e o device precisam para não ficarem lentos no servidor.
Minha Veredita sobre a 100T: É um time perigoso demais. Se o gla1ve conseguir fazer essa mistura de gerações funcionar, eles vão brigar por Major. E nós, brasileiros, vamos ter dor de cabeça quando cruzarmos com eles.
2. MIBR no Mercado: Ousadia ou Desespero?
Agora, vamos falar de casa. O MIBR. A tag que carrega o peso de uma nação. Depois das saídas do capitão exit e do Qikert, ficou um vácuo no servidor. E a resposta da diretoria foi, no mínimo, agressiva.
A Chegada de venomzera
Os rumores (que já são praticamente realidade) sobre o venomzera vindo da RED Canids me animam muito. O moleque é liso. Ele tem aquele estilo de jogo brasileiro de "rua", de improviso, de reflexo puro. É a aposta no talento bruto que a gente sempre pediu. Ele não tem medo de trocar tiro, e no CS2, onde a vantagem de quem abre (peeker's advantage) é real, precisamos de gente assim.
LNZ e a "Gringolização" do MIBR
Aqui a torcida torce o nariz. LNZ (ex-Young Ninjas/HEROIC) é um sueco. Isso significa que a comunicação do MIBR vai, muito provavelmente, mudar para o inglês.
O lado bom: O LNZ vem de uma escola tática europeia muito forte. Ele sabe jogar o "CS correto", organizado, metódico.
O lado ruim: Perde-se a identidade. Perde-se a comunicação instintiva no calor do round. Aquele grito de "MEIO! MEIO!" vira um "MIDDLE!" que, às vezes, não tem a mesma urgência.
Por que mudar tanto?
Você deve estar aí pensando: "Rafael, por que não manter uma base brasileira sólida?". A resposta é cruel: Ranking da Valve. O CS2 não perdoa mais projetos de longo prazo sem resultado. O MIBR precisa pontuar agora para garantir vaga nos Majors e nos campeonatos Tier S. Manter o insani e o brnz4n como pilares de mira é inteligente, mas o time precisava de um choque de gestão. Trazer um IGL europeu e um coach como o LETN1 é uma tentativa de "europeizar" a tática mantendo a mira brasileira. É arriscado? Muito. Mas ficar parado vendo a FURIA e a paiN dispararem na frente seria pior.
3. O Impacto para nós: O Cenário Brasileiro em 2026
Olhando o panorama geral, 2026 está se desenhando como um ano de guerra civil no CS brasileiro.
FURIA: Está no topo (Top 2 do mundo, vencendo Major). É o time a ser batido.
paiN Gaming: Está "mordendo". Aquele 0-2 inicial no Major assustou, mas eles têm time para brigar.
Imperial: Correndo por fora com um projeto sólido.
MIBR: A incógnita. Se essa mistura de Brasil + Suécia der liga, eles podem surpreender. Se não der, vai ser mais um ano de reconstrução (o famoso rebuild).
Além disso, estamos vendo nossos talentos sendo exportados. O story indo para a FlyQuest mostra que o mundo quer a mira brasileira. O nosso produto interno bruto (PIB) de headshots continua alto.
PAUSA TÉCNICA: Seu PC aguenta o "Rush" de 2026?
Não adianta nada você ficar aqui lendo sobre o device dando flick ou o venomzera abrindo pixel se o seu computador parece uma torradeira ligada na tomada.
O CS2 em 2026 está lindo, mas está pesado. As novas smokes volumétricas, a água da Ancient, os reflexos na Nuke... tudo isso come FPS. E no CS, FPS é igual a tempo de reação. Se você joga a 60 FPS e o inimigo a 300 FPS, você já morreu antes de ver ele.
Muitos leitores aqui do blog me mandam mensagem: "Rafael, meu jogo trava na hora da trocação! O que eu faço?". A maioria acha que precisa comprar uma placa de vídeo de R$ 10.000, mas às vezes é só um ajuste de processador ou de configuração do Windows.
Eu cansei de ver gente perdendo round por causa de stuttering (aquelas travadinhas). Por isso, preparei um material exclusivo para a galera do blog.
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4. Veredito do Rafael: O que esperar?
A volta da 100 Thieves é ótima para o ecossistema. Traz dinheiro, traz mídia, traz rivalidade. Ver device x ZywOo ou rain x KSCERATO em uma final de campeonato é o que faz o CS ser o melhor eSport do mundo.
Já o MIBR... ah, o MIBR. O meu coração de torcedor quer acreditar. Eu gosto da ousadia. No CS atual, quem joga para "não perder" acaba perdendo. O MIBR está jogando para ganhar, mesmo que isso signifique arriscar a própria identidade. Se o venomzera encaixar e o LNZ conseguir liderar, teremos um terceiro gigante brasileiro para torcer.
Mas e você? O que achou dessa volta do device com a camisa da 100T? Acredita que misturar português com inglês na call do MIBR vai dar certo ou vai virar torre de babel?
Comenta aí embaixo! Eu leio tudo (entre um round e outro, claro). Vamos trocar essa ideia!
Abraço, Rafael | 2Fire E-Sports
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